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O milagre da reprodução das baleias jubarte

Sete das oito espécies de baleias com barbatanas (compridas fileiras de cerdas no lugar dos dentes) existentes em todo o globo, ocorrem no litoral do Brasil: a baleia-azul, a baleia-franca, a baleia-fin, a baleia-sei, a baleia-de-Bryde, a baleia-minke, e a baleia-jubarte.

Segundo estudos do Instituto Baleia Jubarte, entre os meses de julho e novembro, aproximadamente seis mil baleias migram todos os anos das águas sub-antárticas, em busca da temperatura amena do litoral brasileiro para acasalar e dar à luz a um único filhote, desde o Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro. A região onde ocorre a maior concentração de baleias jubarte para reprodução e amamentação é o Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, graças às suas águas quentes, tranqüilas e pouco profundas.

Para proteger este delicado ciclo de vida, foram estabelecidos alguns regulamentos para o chamado Whalewatching, que é o turismo voltado à observação de baleias. O Projeto Baleia Jubarte realiza palestras, tentando orientar os proprietários e as tripulações dos barcos que se dedicam a esse tipo de turismo, no sentido de evitar a aproximação dos filhotes recém-nascidos, muito sensíveis ao ruído dos motores.

Ao interromper a amamentação, os barcos interferem no esforço pela preservação de uma espécie conhecida por seu temperamento dócil e pacífico, em que as fêmeas, um pouco maiores que os machos, chegam a alcançar 16 metros de comprimento e pesar 40 toneladas. Apesar do tamanho, esse animal fascinante é capaz de realizar acrobacias incríveis, tanto dentro quanto fora da água, divertindo os turistas com saltos e exposição da cabeça, da cauda e das nadadeiras, que costumam que atingir quase 1/3 do comprimento do corpo.

Bastante vulnerável à ação predatória do homem, a população mundial de baleias jubarte, que era estimada em cerca de 150 mil indivíduos, após a caça indiscriminada ficou reduzida a apenas 25 mil, distribuídos em todo o planeta. Sem um controle efetivo das normas de avistagem, o aumento do turismo pode vir a acarretar, como já aconteceu em alguns locais do mundo, até mesmo o abandono da região de Abrolhos como área de reprodução.
Para que isso jamais ocorra, conheça e apóie o trabalho vital do Instituto Baleia Jubarte.

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