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Alcobaça

Alcobaça é um dos pontos de partida para o arquipélago de Abrolhos



Muito usado como ponto de partida para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Alcobaça é também o local mais próximo para o Recife das Areias e o Recife das Timbebas.


A cidade, erguida entre o Rio Itanhém e o mar, possui belas praias, onde não é difícil avistar grupos de golfinhos. Uma exuberante Mata Atlântica garante o clima ameno, enquanto a vida segue tranqüila.


Entre os meses de agosto e novembro são comuns os passeios para avistagem das baleias Jubarte, que costumam se reproduzir nos arredores do Arquipélago de Abrolhos.


O turismo ecológico, principal atração de Alcobaça, também oferece passeios pelo extenso litoral, com 32 km de praias de águas mornas, entre coqueiros e manguezais.

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Abrolhos

Abrolhos é o paraíso das baleias jubarte

Abrolhos é um arquipélago de cinco ilhas, localizado no litoral sul da Bahia, cujas águas possuem belas formações de corais que abrigam grande diversidade de fauna marinha.

Situado a aproximadamente 72 km da costa de Caravelas, o arquipélago tem o turismo ecológico controlado pelo Ibama, proporcionando passeios de barco e boas áreas para mergulho autônomo e livre em pleno Oceano Atlântico.

A partir do mês de julho, tem início a temporada de acasaleamento das baleias jubarte, atraindo observadores do mundo inteiro para a região. Curiosas, as baleias jubarte às vezes se aproximam dos barcos e ficam nadando ao redor.

Com uma área total de 913 km², o arquipélago de Abrolhos é constituído da Ilha Santa Bárbara, onde fica o farol e as instalações principais, sob controle da Marinha do Brasil, a Ilha Siriba, a Ilha Redonda e mais duas outras ilhas nas quais o desembarque é proibido, a Ilha Sueste e a Ilha Guarita.

Através de um decreto firmado em 6 de abril de 1983, Abrolhos foi a primeira região do Brasil a receber o título de Parque Nacional Marinho.

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Abrolhos – um rico berçário de vida


Mergulho em Abrolhos - Anêmona - Foto: Ibama


O nome desse arquipélago a 70 km da costa brasileira no Sul da Bahia, parece ter derivado de uma anotação que seu descobridor, o célebre navegante Américo Vespúcio, registrou em 1503 na carta de navegação: "Quando te aproximares da terra, abre os olhos".

De fato, navegar pela primeira vez naquela região, repleta de recifes de corais e cinco ilhas vulcânicas, representava um sério risco.

Hoje a advertência continua valendo, não para os experimentados pilotos que singram suas águas, mas para os visitantes que buscam a arrebatadora beleza de sua vida marinha.
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O milagre da reprodução das baleias jubarte

Sete das oito espécies de baleias com barbatanas (compridas fileiras de cerdas no lugar dos dentes) existentes em todo o globo, ocorrem no litoral do Brasil: a baleia-azul, a baleia-franca, a baleia-fin, a baleia-sei, a baleia-de-Bryde, a baleia-minke, e a baleia-jubarte.

Segundo estudos do Instituto Baleia Jubarte, entre os meses de julho e novembro, aproximadamente seis mil baleias migram todos os anos das águas sub-antárticas, em busca da temperatura amena do litoral brasileiro para acasalar e dar à luz a um único filhote, desde o Rio Grande do Norte até o Rio de Janeiro. A região onde ocorre a maior concentração de baleias jubarte para reprodução e amamentação é o Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, graças às suas águas quentes, tranqüilas e pouco profundas.

Para proteger este delicado ciclo de vida, foram estabelecidos alguns regulamentos para o chamado Whalewatching, que é o turismo voltado à observação de baleias. O Projeto Baleia Jubarte realiza palestras, tentando orientar os proprietários e as tripulações dos barcos que se dedicam a esse tipo de turismo, no sentido de evitar a aproximação dos filhotes recém-nascidos, muito sensíveis ao ruído dos motores.

Ao interromper a amamentação, os barcos interferem no esforço pela preservação de uma espécie conhecida por seu temperamento dócil e pacífico, em que as fêmeas, um pouco maiores que os machos, chegam a alcançar 16 metros de comprimento e pesar 40 toneladas. Apesar do tamanho, esse animal fascinante é capaz de realizar acrobacias incríveis, tanto dentro quanto fora da água, divertindo os turistas com saltos e exposição da cabeça, da cauda e das nadadeiras, que costumam que atingir quase 1/3 do comprimento do corpo.

Bastante vulnerável à ação predatória do homem, a população mundial de baleias jubarte, que era estimada em cerca de 150 mil indivíduos, após a caça indiscriminada ficou reduzida a apenas 25 mil, distribuídos em todo o planeta. Sem um controle efetivo das normas de avistagem, o aumento do turismo pode vir a acarretar, como já aconteceu em alguns locais do mundo, até mesmo o abandono da região de Abrolhos como área de reprodução.
Para que isso jamais ocorra, conheça e apóie o trabalho vital do Instituto Baleia Jubarte.