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Amazônia em chamas - 20 anos sem Chico Mendes


No ano em que o Brasil completa duas décadas sem Chico Mendes, assassinado em 22 de dezembro de 1988, a Amazônia continua em chamas.


Literalmente queimada pelo fogo, que vai convertendo as florestas em terras adequadas apenas ao plantio da semente desenvolvimentista, a Amazônia arde também com os recorrentes conflitos agrários, que assentam madeireiras ilegais e expulsam os povos nativos.


Enquanto a mídia discute a justeza e o tamanho das reservas indígenas, esquecendo que a necessidade de áreas intocáveis não visa abrigar somente um punhado de índios, mas também animais, rios e árvores, toneladas de gases do efeito estufa inundam a atmosfera e aceleram o aquecimento global.


Enquanto os estudos de impacto ecológico tentam medir a pressão antrópica, eufemismo científico para ocupação humana desenfreada, o tão propalado crescimento econômico vai fincando raízes e a sustentabilidade da Amazônia vai sucumbindo nos dentes das moto serras e outros predadores famintos.


Não há como conter a escalada do progresso. Ela é inevitável. Como inevitável será, no futuro, rever o conceito de progresso. Recalcular os custos da devastação de uma floresta essencial à manutençao da vida, que, ao trocar calor com os pólos, regula os climas do planeta.


No futuro, certamente o preservacionismo irá fazer sentido, e a cultura dos projetos auto-sustentáveis encontrará solo fértil. Mas, então, talvez já seja tão tarde para a Terra quanto foi para a Amazônia. E o germe do desenvolvimento terá de ser implantado em outros planetas.

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