
Considerado o bioma mais rico em biodiversidade de todo o planeta, a Mata Atlântica é um dos maiores tesouros do Brasil.
Nesse riquíssimo conjunto de ecossistemas, que tem como elemento comum a exposição aos ventos úmidos que sopram do oceano, estendido do Rio Grande do Sul até o Piauí, numa largura capaz de atingir o Paraguai e a Argentina, entre faixas litorâneas, florestas de baixada, matas interioranas e campos de altitude, vive a maior parte da população brasileira.
Não apenas em conseqüência desta enorme concentração populacional, mas principalmente em razão dos sucessivos modelos de desenvolvimento econômico impostos ao país desde a oficialização do seu descobrimento, em 1500, a Mata Atlântica foi, literalmente, dizimada.
Na verdade, mais que dizimada, pois, da porção de verde que cobria aproximadamente 15% do território brasileiro, estimada em 1.290.692,46 km², restaram apenas 95.000 km², ou seja, 7,3% da área original, o que, provavelmente, ocasionou a perda não só de muitos exemplares conhecidos da fauna e da flora, como a de inúmeras espécies ainda não conhecidas pela ciência.
Para dar uma idéia do estrago provocado pelo latifúndio escravocrata e a monocultura da cana, basta dizer que grande parte do Nordeste, há quatro séculos atrás, possuía uma paisagem bem diferente da atual. Mais de 50% do território de Alagoas, por exemplo, eram então cobertos por uma frondosa Mata Atlântica. Para produzir açúcar em larga escala, destruiu-se a cobertura vegetal, ressecando o solo e minguando os mananciais de água e a vazão dos rios.
A célebre aridez da região, portanto, é fruto muito mais do modelo econômico ali aplicado que do determinismo geográfico, que costuma associar o Nordeste apenas à paisagem sertaneja. Depois de derrubar a Mata Atlântica para plantar cana-de-açúcar, causando fome, miséria e êxodo rural, o desenvolvimento desordenado agora ameaça o ambiente local com o agravamento da poluição e da especulação imobiliária.
A grande esperança da Mata Atlântica, onde estão localizadas sete das nove maiores bacias hidrográficas do Brasil, é a ampliação da Corrente pelo Desmatamento Zero e a aplicação de um modelo de desenvolvimento sustentável. Sem estas florestas, que asseguram a quantidade e qualidade da água potável, o mico-leão-dourado, o tamanduá-bandeira, o bicho-preguiça e outras 258 espécies conhecidas de mamíferos, entre os quais mais de 110 milhões de humanos, estão ameaçados de extinção.
Nesse riquíssimo conjunto de ecossistemas, que tem como elemento comum a exposição aos ventos úmidos que sopram do oceano, estendido do Rio Grande do Sul até o Piauí, numa largura capaz de atingir o Paraguai e a Argentina, entre faixas litorâneas, florestas de baixada, matas interioranas e campos de altitude, vive a maior parte da população brasileira.
Não apenas em conseqüência desta enorme concentração populacional, mas principalmente em razão dos sucessivos modelos de desenvolvimento econômico impostos ao país desde a oficialização do seu descobrimento, em 1500, a Mata Atlântica foi, literalmente, dizimada.
Na verdade, mais que dizimada, pois, da porção de verde que cobria aproximadamente 15% do território brasileiro, estimada em 1.290.692,46 km², restaram apenas 95.000 km², ou seja, 7,3% da área original, o que, provavelmente, ocasionou a perda não só de muitos exemplares conhecidos da fauna e da flora, como a de inúmeras espécies ainda não conhecidas pela ciência.
Para dar uma idéia do estrago provocado pelo latifúndio escravocrata e a monocultura da cana, basta dizer que grande parte do Nordeste, há quatro séculos atrás, possuía uma paisagem bem diferente da atual. Mais de 50% do território de Alagoas, por exemplo, eram então cobertos por uma frondosa Mata Atlântica. Para produzir açúcar em larga escala, destruiu-se a cobertura vegetal, ressecando o solo e minguando os mananciais de água e a vazão dos rios.
A célebre aridez da região, portanto, é fruto muito mais do modelo econômico ali aplicado que do determinismo geográfico, que costuma associar o Nordeste apenas à paisagem sertaneja. Depois de derrubar a Mata Atlântica para plantar cana-de-açúcar, causando fome, miséria e êxodo rural, o desenvolvimento desordenado agora ameaça o ambiente local com o agravamento da poluição e da especulação imobiliária.
A grande esperança da Mata Atlântica, onde estão localizadas sete das nove maiores bacias hidrográficas do Brasil, é a ampliação da Corrente pelo Desmatamento Zero e a aplicação de um modelo de desenvolvimento sustentável. Sem estas florestas, que asseguram a quantidade e qualidade da água potável, o mico-leão-dourado, o tamanduá-bandeira, o bicho-preguiça e outras 258 espécies conhecidas de mamíferos, entre os quais mais de 110 milhões de humanos, estão ameaçados de extinção.
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