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Apiúna

Localizada no Vale do Itajaí, a 187 km de Florianópolis, capital de Santa Catarina, Apiúna tem no eco turismo um de seus principais atrativos.

De colonização alemã, italiana e polonesa, a cidade tem seu nome originado de uma expressão que, em tupi-guarani, significa cabeça negra, referência ao arredondado Morro Dom Bosco, de coloração escura e quase 400 metros de altitude.

Apiúna oferece diversas opções de turismo de aventura em uma região de mata bem preservada, com trilhas, rios e cerca de 100 cachoeiras.

O destaque fica para o rafting no Rio Itajaí-Açu, com onze corredeiras de nível de dificuldade básico em um percurso de 7,5 km e duas horas e meia de duração.

A trilha da Serra da Anta Gorda, com opção de cascading em cachoeira de quinze metros de altura, a prática de mountain bike pelo Vale do Ribeirão Neisse e a caminhada pelo Cânion das Andorinhas, com possibilidade de rapel, levam muitos amantes da natureza a visitar Apiúna.


Saiba mais sobre Apiúna

Artesanato de Santa Catarina

A arte de Silvana Pujol - Foto cedida por Oficina das Palavras



Artesanato Típico incrementa turismo de Santa Catarina

POMERODE (SC) - A forma simples de viver encontrada no Vale do Itajaí e que tanto atrai turistas é herança dos colonizadores alemães e italianos. Além da culinária, do modo de trabalhar e das atividades de sobrevivência o artesanato de Santa Catarina é algo muito característico. De técnicas de pintura à fabricação de porcelana, a região é riquíssima quando o assunto é habilidade manual.

Em Pomerode, a técnica de pintura chamada de Bauernmalarei consiste na pintura de flores campestres com leves pinceladas no formado de vírgulas. A artista plástica Nani Scheer comenta que até o século 19 este tipo de decoração era bastante utilizado em móveis de madeira maciça.



Com o crescimento da indústria moveleira e a popularização dos produtos, a técnica perdeu espaço.


Também em Pomerode, a artista Karin Lemke aposta na técnica Fernsterbilder. Pedaços de madeira minuciosamente cortados como quadros vazados costumavam enfeitar janelas na Alemanha antiga. “Era uma forma de trazer imagens mais aprazíveis no gelado inverno alemão”, comenta Karin. No Vale do Itajaí, ela ainda pinta de forma bem colorida as peças, dando ares mais tropicais ao artesanato.


Quem tem curiosidade sobre a maneira como são produzidos pratos, xícaras e outros artigos de cerâmica, tem a chance de conhecer a maneira artesanal como são fabricados os produtos da Porcelana Schmidt. Maior fábrica do gênero na América Latina, na indústria pode-se ter a noção exata da fabricação das belas peças que formam jogos de jantar e de café.

Esculturas, ovos e velas


No Centro da cidade, onde o pai Erwin Teichmann morou e produziu boa parte das esculturas até hoje expostas, o filho João mantém o Museu do Escultor. As peças estáticas apresentam um impressionante movimento graças à perfeição conseguida por meio do martelo e do formão. Sem poder se ater a fotografias, algo tão incomum no passado, o artista se utilizava de espelhos angulados e modelos vivos, cuja exigência era ficar horas a fio parados. O sucesso dos trabalhos ganhou o Brasil. O escultor chegou a expor por vários estados, entre eles, o Rio de Janeiro, onde fez uma grande exposição sozinho, com 60 obras. Nascido em 1906, na Alemanha, Erwin veio para o Brasil aos sete anos. Em 1946 se mudou para a casa onde o filho mantém o acervo.


Inspirada nos ourives, que sempre desejam lapidar uma bela jóia, Silvana Pujol tem as mãos firmes necessárias à delicadeza dos ovos que pinta. Bom traço e paciência fazem com que os pequenos objetos se transformem em telas. E não há limite para sua imaginação. A artista pinta desde ovos de lagartixa a de avestruz. Também utiliza modelos de madeira para assegurar a durabilidade das peças. Os trabalhos decorativos cuja inspiração é a tradição da Páscoa servem para enfeitar lares e escritórios, com um toque de sofisticação. As peças custam de R$ 40 a 650.


Se olhar para os ovos pintados por Silvana dá prazer, também em Pomerode, as velas da família Güenther fazem bem à alma e fazem parte da melhor expressão do artesanato de Santa Catarina. “A chama transmite a paz”, comenta a matriarca Dagmar. A criatividade para compor as receitas ocorre em grupo, com filhos, marido, parentes próximos. Juntos eles processam 800 quilos de parafina por mês, visualizando não somente datas como Natal e Ano Novo, mas também a decoração de ambientes em qualquer época do ano.

Onde ficar
Bergblick Hotel. Rua Georg Zeplin, 120, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-0952. http://www.bergblick.com.br/
Hotel Fazenda Mundo Antigo. Rua Ribeirão Herdt, 1830. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-3143.
Fazzenda Park Hotel. SC 411, Rodovia Ivo Silveira, km 6. Gaspar (SC). Telefone: (47) 3397-9000. http://www.fazzenda.com.br/

Onde comer
Torten Paradies. Rua XV de Novembro, 350, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-0950.
Cervejaria Schornstein. Rua Hermann Weege, 60, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-6655. http://www.schornstein.com.br/
Restaurante Típico Siedlertal. Rua Hermann Weege, 500, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-2455. http://www.siedlertal.com.br/
La Spezia Ristorante. Rua Luiz Abry, 1206, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-3200. http://www.laspezia.com.br/
Restaurante Frohsinn. Rua Gertrud Sierich, 940, Vorstadt. Blumenau (SC). 3326-6050. http://www.frohsinn.com.br/

O que visitar
Museu do Marceneiro Behling. Rua Alfredo Hoge, 525, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-2072. http://www.behling.ind.br/
Casa do Escultor Erwin Teichmann. Rua XV de Novembro, 791, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 9981-6324.
Museu Pomerano. Rua Hermann Weege, 111, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-0408.
Porcelanas Schmidt. Rua Luiz Abry, 849, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-2006. http://www.porcelanaschmidt.com.br/

Artesanato
Velas Güenther. Rua Frederico Weege, 3.420. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-0152. http://www.guenthervelas.com.br/
Special Presentes. Rua XV de Novembro, 167. Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-4270. http://www.specialpresentes.com.br/
Nani Atelier. Rua Karl Guenther, 459, Centro. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-3714.

Atrações Extras
Nugali Chocolates. Rua Presidente Costa e Silva, 2250. Pomerode (SC). Telefone: (47) 3387-3468. http://www.nugali.com.br/


Oficina das Palavras - Rua São Joaquim, 28, 2º andar – Bairro da Velha – Blumenau – Santa Catarina – Telefone: (47) 3322-0545 Escritório Itajaí: (47) 3346-3797 oficina.palavras@oficinadaspalavras.com

São Francisco do Sul e a Baía da Babitonga


Farol da Ilha da Paz, na Baía da Babitonga - Foto: Allysson Vieira - Wikimedia

Com doze belas praias, a Ilha de São Francisco do Sul, no litoral norte de Santa Catarina, abriga a terceira cidade mais antiga do Brasil.

Seu Centro Histórico possui muitas construções antigas bem preservadas, de arquitetura colonial açoriana, além de três exemplares originais das chamadas Cariocas, bicas de água fresca e potável, onde até hoje é possível matar a sede.

Entre os atrativos culturais, sobressaem o Mercado Público Municipal, o Forte Marechal Hercílio Luz, o Museu Histórico e o Museu Nacional do Mar, o mais importante do gênero em toda a América Latina, exibindo uma grande coleção de diferentes embarcações utilizadas ao longo do imenso litoral brasileiro.

Do alto do Morro do Pão de Açúcar, de 150 metros de altitude, descortina-se a deslumbrante vista da Baía da Babitonga, com suas 24 ilhas, das quais se destaca, tanto em tamanho quanto em beleza, a Ilha da Paz, também conhecida como Ilha do Farol.

Os passeios de barco pela Baía da Babitonga, local de exuberante vida marinha, estão entre as opções de lazer mais procuradas da região.

Florianópolis - praias para todos os gostos

Galheta - Florianópolis - Foto: Christian Knepper - Embratur

A maior parte de Florianópolis (mais de 97%) está situada na Ilha de Santa Catarina, ligada ao continente pela famosa Ponte Hercílio Luz, uma das maiores pontes pênseis do mundo e a maior do gênero no Brasil. Tombada como Patrimônio Histórico, Artístico e Arquitetônico, a ponte de estrutura metálica, concluída em 1926, hoje em processo de restauração e fechada ao trânsito, é uma obra clássica de dois engenheiros norte-americanos e um dos mais conhecidos cartões-postais da capital do estado de Santa Catarina.

Somando as praias insulares às continentais, Florianópolis possui aproximadamente cem praias, com opções para todo tipo de gosto. Os balneários mais famosos e procurados pelos turistas, principalmente na alta temporada, como Canasvieiras, Ingleses e Jurerê, ficam na parte norte da ilha. Ao centro, voltadas em direção ao mar aberto, estão algumas das mais bonitas, como Moçambique, Galheta, Mole e Joaquina, com ondas propícias para o surfe. No sul da ilha, destacam-se pela grande beleza as praias de Armação, Lagoinha de Leste e Pântano do Sul.

Apesar de fazer parte de uma capital urbanizada e de economia florescente, a ilha, com cerca de 40% de sua superfície em área de preservação ambiental, coberta pela mata original, tem um forte apelo para o turismo ecológico, com diversas lagoas, cachoeiras, parques e trilhas, além de praias maravilhosas. Há inúmeras fortalezas antigas, erguidas pelos portugueses ao redor da ilha, e construções históricas, do tempo da colonização açoriana, com vilas inteiras preservadas em algumas localidades, como Ribeirão da Ilha e Santo Antônio de Lisboa.

A Lagoa da Conceição, no centro da grande Ilha de Santa Catarina, é muito procurada pelos praticantes de esportes náuticos. Com praia, dunas e mirantes, na sua orla há algumas boas pousadas, bares e restaurantes. Floripa possui também outras ilhas menores como a Ilha do Campeche, com uma belíssima praia, de areias brancas e águas azuis, calmas e transparentes, excelentes para mergulho. É a única ilha do Brasil tombada como Patrimônio Arqueológico e Paisagístico Nacional, com trilhas que levam a mais de cem inscrições rupestres. Passeios de barco levam turistas a diversas ilhas e praias mais afastadas do centro.