Visite o portal de turismo Brasil Azul para ver cidades de praia como Búzios, hotéis, pousadas, agências de viagem, pacotes, reservas e muito mais
Mostrando postagens com marcador bardot. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bardot. Mostrar todas as postagens

A história de Búzios e o Memorial Brigitte Bardot

Brigitte Bardot e Bob Zagury, no verão de 1964
Búzios tem muita história pra contar



O projeto não é apenas uma boa sacada de marketing para atrair um turismo de qualidade para um dos balneários mais sofisticados do Brasil.


Muito além do que o nome sugere, o Memorial Brigitte Bardot pretende contar a história de Búzios desde as suas origens até os dias atuais, numa interessante viagem no tempo que se confunde com a própria História do Brasil.

Nos espaços museológicos, o visitante vai descobrir que a historiografia de Armação de Búzios não começa a partir da célebre visita de Brigitte Bardot nos anos 60.

Através de um grande acervo de revistas, jornais, fotografias, filmes, depoimentos orais, discos, vídeos, cds, dvds e cartazes, o público irá conhecer a rica trajetória desta fabulosa península, desde o tempo em que era habitada por índios, até a chegada de Eugenne Honold no inicio do século XX.

Para conhecer melhor o projeto, leia o texto que o Brasil Azul recebeu de José Wilson Barbosa, Presidente do MBB, integralmente reproduzido abaixo:


"Afinal de contas o que é a Associação Cultural Memorial Brigitte Bardot?

O MBB é uma associação civil sem fins lucrativos fundada em 22 de setembro de 2006, declarada de Utilidade Pública pela Lei Municipal nº. 601 de 23 de julho de 2007.

O Memorial Brigitte Bardot tem finalidade cultural, social e museológica, em coletar, produzir, registrar e divulgar as manifestações sociais, culturais e históricas da comunidade do Município de Armação dos Búzios e de preservá-las.

Segundo o Conselho Internacional de Museus (ICOM:1987:3) “o museu é uma instituição permanente, sem finalidade lucrativa, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento, aberta ao público, voltada à pesquisa dos testemunhos materiais do homem e de seu entorno, que os adquire, conserva, comunica e, notoriamente, expõe, visando estudos, educação e lazer”.

O “MEMORIAL BRIGITTE BARDOT” esta sendo criado em um momento em que Búzios passa por um amplo processo de crescimento, modernização e aspira consolidar a sua promessa de 8º destino turístico internacional no Brasil.


Um grupo de empresários e diretores da ACEB - Associação Comercial e Empresarial de Búzios se mobilizavam em torno da criação do “PROJETO MBB”, preocupados com as iminente mudanças e o desaparecimento das experiências culturais e artísticas relevantes e significativas da vida da antiga aldeia de pescadores de Armação dos Búzios e embrenharam-se de forma sistemática na edificação de um acervo de imagens, documentos jornalísticos e depoimentos orais que contemplasse estes conhecimentos históricos da vida da comunidade buziana.


Envolvidos com a construção dessas memórias, procuram diferenciar o “MEMORIAL BRIGITTE BARDOT” dos museus tradicionais como um templo incomunicável, afastando-o da imagem sacralizada de museu de objetos únicos legatários de um tempo remoto e distante. Estão procurando diferenciar o “PROJETO MBB” dentro de uma proposta museológica diferenciada baseada na reprodutibilidade de seu acervo, composto de revistas, jornais, discos, vídeos, fotografias, filmes, depoimentos orais, cds, DVDs e cartazes.


Além da singularidade dos seus suportes de memória, outra diferença em relação aos demais projetos de museus e, desde o início deste projeto, o deslocamento do foco temporal para as experiências da antiga aldeia de pescadores que remonta a década de 60 e chega até a atualidade. A natureza de seu acervo e a opção pela recuperação, valorização e registro do patrimônio histórico, artístico e cultural da memória buziana esta contribuindo para que o “PROJETO MBB” se torne popular entre os hoteleiros, pousadeiros, comerciante, agencia de viagem, guias, operadores do receptivo turístico, turistas, veranistas, estudantes, artistas, profissionais liberais e moradores como um projeto de "Memorial" que agregaria um novo produto, a implantação do turismo cultural e um novo roteiro turístico que ampliaria os atrativos do município de Armação dos Búzios.


A partir do voluntarismo dos sócios fundadores e um acervo com uma farta documentação fotográfica, cinematográfica e jornalística que foi recuperada sobre a repercussão da visita da patrona do “MBB” em Búzios nos anos 60 a estrela do cinema francês Brigitte Bardot, um outro precioso acervo fotográfico de Fátima Pombo na década de 70 e a descoberta de um grandioso acervo da companhia da Armação da Baleia que funcionou na Ponta dos Búzios entre 1728 e 1768 o “PROJETO MBB”espera agora que foi enviada para a na Câmara de Vereadores um Projeto de lei para desafetação de uma área publica de 1813m2 na Estrada da Usina ao lado da Prefeitura Municipal de Búzios realizar com mais transparência a sua missão para a sociedade.


A idéia é construir um memorial museológico, com salões de exposições e feiras, teatro e videoteca para ser um produto turístico cultural para reviver e reafirmar a vocação turística de Búzios que parece neste momento a garantia do seu futuro e, ao mesmo tempo, um tributo ao seu passado.

Armação dos Búzios/RJ, 05 de junho de 2008.

José Wilson Barbosa

Presidente do MBB

Brigitte Bardot passa o verão em Búzios


Brigitte Bardot e Bob Zagury em Búzios, no verão de 1964

Quando a francesa Brigitte Bardot, o mais cobiçado símbolo sexual da época, chegou ao Rio de Janeiro, no verão de 1964, foi um pandemônio. O alvoroço dos fãs, fotógrafos e jornalistas se espremendo para ver a famosa atriz de cinema estava tão intenso que BB, como era conhecida, mal conseguiu sair do avião, acompanhada pelo namorado, um brasileiro-marroquino chamado Bob Zagury. Se o namoro já havia projetado a auto-estima nacional às alturas, a notícia de que a grande musa internacional, aos 29 anos de idade e em pleno auge da carreira, vinha tirar férias no Brasil causou verdadeira comoção.

Naquele distante 7 de janeiro de 1964, a máquina de produzir celebridades já funcionava a todo vapor, reforçando o mito de que todas as mulheres desejavam ser Brigitte Bardot e que todos os homens desejavam Brigitte Bardot. Com muito custo, a atriz escapou do assédio no aeroporto e seguiu de carro em disparada, direto para o apartamento de Bob Zagury na Avenida Atlântica, em Copacabana, onde ficou praticamente detida em cárcere privado, com o trânsito parado e a imprensa fazendo plantão na porta do prédio. Depois de passar uma semana inteira mergulhada nesse constrangedor impasse, BB anunciou que voltaria para a França.

Numa tentativa de resolver a confusão, foi oganizado um encontro no Copacabana Palace, no qual a imprensa se comprometeu a aliviar a pressão, em troca de entrevistas e fotos da bela atriz quando deixasse o Brasil. Dessa forma, Brigitte conseguiu espaço para driblar os repórteres e, com alguma ajuda e disfarce, escapou de barco com o namorado para Búzios, na época uma singela vila de pescadores, usada como refúgio das classes mais abastadas. A pequena e deslumbrante península, no litoral norte do estado do Rio de Janeiro, já possuía diversas casas de veraneio, nas praias de Manguinhos, do Canto e da Armação, onde os ricos desfrutavam uma vida simples.

Naquele tempo, Búzios era como uma ilha, acesso difícil, sem água encanada, luz ou telefone, freqüentada por políticos, artistas e várias personalidades, muitas das quais estrangeiras. Brigitte Bardot e Bob Zagury ficaram hospedados em Manguinhos, na casa do russo André Mouriaev, então representante da ONU no Rio de Janeiro. Longe do assédio da imprensa, BB experimentou a liberdade total. Segundo os relatos, a beldade gostava de nadar sem roupas e ficar completamente nua na praia. Também gostava de andar descalça, de ajudar a puxar as redes dos pescadores, de comer frutas silvestres e de brincar com os animais, além de cantar e tocar violão.

Antes de retornar para a França, Bardot cumpriu sua parte no pacto com a imprensa, dando entrevistas e posando para fotografias. Ainda voltou a Búzios, no natal de 1964, mas nessa segunda visita a imprensa não lhe deu trégua. Anos depois, BB deixaria registrado em sua biografia que os dias de férias que passou na península haviam sido uma das fases mais bonitas de sua vida. A passagem pelo paraíso não deixou marcas apenas em sua memória, a península também guarda a lembrança de Brigitte com muito carinho. Próximo ao Gran Cine Bardot, no trecho em frente à Praia da Armação, batizado de Orla Bardot, há uma estátua de bronze, em tamanho natural, realizada pela escultora Christina Motta em homenagem à atriz que lançou o nome de Búzios na Europa e no mundo.