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As Sete Maravilhas do Rio




Termina amanhã, dia 19 de setembro, a última etapa do concurso que vai eleger as 7 Maravilhas do Rio.

A campanha, promovida pelos jornais O Globo, Extra, Expresso e Globo Online, mistura obras feitas pelo homem e pela natureza.

Entre as 15 finalistas, apenas seis são maravilhas naturais (uma vez que a Floresta da Tijuca, inteiramente replantada por ordem de Dom Pedro II, foi elaborada por mãos humanas). São elas:
Búzios
Ilha Grande e Angra dos Reis
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Pão de Açúcar
Praia de Copacabana
Lagoa Rodrigo de Freitas

No entanto, três delas se localizam na Cidade do Rio de Janeiro e as outras três no restante do estado.

Distribuindo as selecionadas por todo o estado, é fácil alcançar o cabalístico número 7:
Búzios
Ilha Grande e Angra dos Reis
Parque Nacional da Serra dos Órgãos
Museu Imperial de Petrópolis
Centro Histórico de Paraty
Museu de Arte Contemporânea de Niterói

E a sétima concorrente da lista seria uma maravilha da capital do estado, podendo ser escolhida entre:
Floresta da Tijuca
Lagoa Rodrigo de Freitas
Pão de Açúcar
Praia de Copacabana

Nesse caso, a Floresta da Tijuca bem que mereceria representar a Cidade Maravilhosa, não somente por sua grande beleza e extensão, mas também pela imensa carga de simbolismo da iniciativa, tomada em meados do Século Dezenove, como resposta a uma profunda crise no abastecimento de água potável, que ameaçava a então capital do Brasil.

A ousada empreita ecológica, pioneira na América Latina, começou em 1854, com a desapropriação de vários sítios e fazendas, que, após muitos anos de intenso desmatamento, comprometeram gravemente as nascentes dos rios. A partir de 1861, o projeto replantou cerca de cem mil mudas, com muitas espécies nativas da Mata Atlântica.

Hoje, o Parque Nacional da Tijuca é considerado o maior projeto de reflorestamento já realizado no planeta, além de ser a maior floresta urbana do mundo e, por diversos motivos, o patrimônio maior da Cidade do Rio de Janeiro.

Abrolhos – um rico berçário de vida


Mergulho em Abrolhos - Anêmona - Foto: Ibama


O nome desse arquipélago a 70 km da costa brasileira no Sul da Bahia, parece ter derivado de uma anotação que seu descobridor, o célebre navegante Américo Vespúcio, registrou em 1503 na carta de navegação: "Quando te aproximares da terra, abre os olhos".

De fato, navegar pela primeira vez naquela região, repleta de recifes de corais e cinco ilhas vulcânicas, representava um sério risco.

Hoje a advertência continua valendo, não para os experimentados pilotos que singram suas águas, mas para os visitantes que buscam a arrebatadora beleza de sua vida marinha.
Saiba mais a respeito de Abrolhos >

Um Brasil brasileiro na abertura do PAN



A abertura dos XV Jogos Pan-americanos, vai ficar marcada pela beleza do espetáculo e pela descontração do público. Longe do lugar-comum, a cultura brasileira foi apresentada de maneira magistral, com a participação constante e bem-humorada dos espectadores, como não poderia deixar de ser, em se tratando de um evento festivo no Rio de Janeiro, cidade maravilhosa tanto por seus encantos naturais quanto pelo alto astral de seu povo.

Da eletrizante interpretação do Hino Nacional, cantado à capela por Elza Soares, acompanhada por um empolgado coral de mais de noventa mil vozes, ao apoteótico acendimento da Pira, uma inusitada esfera solar de seis metros de diâmetro, a cerimônia correu perfeita, até mesmo pelos seus desacertos.

Um dos momentos mais emocionantes, contou com a participação de Adriana Calcanhoto, sentada numa cadeira gigantesca, cantando a clássica "Acalanto" de Dorival Caymmi, enquanto diversas figuras fantásticas do nosso folclore, como a Bernúncia, a Carranca, o Cazumbá, e o Boi da Cara Preta, adentravam o palco e o imaginário de todos. Simplesmente imperdível.